Sexta com Arte: Tony Tornado

Sexta com Arte traz o cantor Tony Tornado.

Nascido em Mirante de Paranapanema (SP), Antônio Viana Gomes mudou-se para o Rio de Janeiro aos 11 anos, depois de perder o pai. Trabalhou como engraxate, vendedor de balas e outros pequenos serviços até a maioridade, quando entrou para o serviço militar como pára-quedista. Iniciou-se na sua carreira musical como cantor de rocknroll, com o pseudônimo Tony Checker, no programa Hoje É Dia de Rock, da Rádio Mayrink Veiga. Depois integrou o grupo de música e dança Brasiliana, e com ele excursionou pelo exterior, passando dez anos fora do Brasil.
Fonte:  http://www.tonytornado.com.br/
Revista de  História.com
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Tornado ‘black’ e musical
Sandra C. A. Pelegrini e Amanda Palomo Alves
2011
 Já faz um ano que Tony Tornado, com penteado em estilo black power e uma roupa extravagante, cantou a música “BR-3”. A cena, fictícia, foi exibida no início de 2010 na novela “Camadegato”, apresentada pela TV Globo. Mas a emoção do ator e cantor era real: em outubro de 1970, ele havia interpretado, ao lado do Trio Ternura, a mesma músicano V Festival Internacional da Canção (FIC), no estádio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. O primeiro lugar dado a Tony no festival marcou não só o lançamento de um astro, mas também um momento de afirmação da identidade étnica dos negros brasileiros.

Com músicas e atitude inspiradas no movimento negro americano e letras como “Você teria por ele esse mesmo amor/ Se Jesus fosse um homem de cor?”, Tony Tornado desafiou o regime militar, colecionou nove passagens pela polícia política da época – Departamento de Ordem Política e Social (Dops) –, teve discos apreendidos e enfrentou o exílio no início dos anos 1970 em países como Uruguai, Angola, Egito, Tchecoslováquia e Cuba.

Antes de se tornar conhecido, Tony dublou cantores como o americano Chubby Checker, considerado o “pai dotwist”, e participou do grupo de dança Brasiliana, com o qual excursionou pela Europa durante cerca de três anos. Mas foi só aos 34 anos, em 1965 – pouco depois do golpe que inaugurou a ditadura militar no Brasil –, que ele teve contato direto com a cultura negra americana que o inspirou pelo resto da vida.


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Sou Negro

 
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BR3 - com Trio Ternura

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Se Jesus Fosse Um Homem de Cor (Deus Negro) – de Cláudio Fontana


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Juízo Final - 
“Bebedouro mata sede, não escolhe cor”. Os bebedouros eram uma marca da segregação racial nos Estados Unidos, onde havia alguns destinados aos brancos e outros aos negros.

 

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Uma ideia
Composição dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, presente no segundo disco lançado por Tony, em 1972. O verso “Eu sei que a sombra das mãos joga no chão a mesma cor” é mais uma menção ao fato de que todos os homens são iguais, não importa a cor da pele. A letra, o arranjo instrumental e o vocal lembram a música gospel.


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 Black is Beautiful

O artigo da revista História destaca o maior ato de protesto de Tony  realizado ainda em 1971, quando ele se apresentou com a cantora Elis Regina (1945-1982) no VI FIC. Os dois interpretaram a música “Black is beautiful”, dos irmãos Valle, que diz: “Hoje cedo, na Rua do Ouvidor/ Quantos brancos horríveis eu vi/ Eu quero um homem de cor/ Um deus negro do Congo ou daqui”. Enquanto cantava, Tony cerrou os punhos no ar – o gesto característico dos Panteras Negras. Acabou saindo preso e algemado do ginásio.       

Não foi possível encontrar essa gravação. Segue abaixo a gravação disponível no Youtube, com Elis Regina.
       


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